\n'; document.write(barra); } } changePage();
Curiosidades
No
século XVI, os anos começavam em 25 de março, e não em 1 de janeiro como nos
dias de hoje. Então, o ano de nascimento de Mary Tudor que é em 18 de
fevereiro de 1516, no calendário deles seria ainda em 1515, já que 1516
começaria apenas em março.
Na
época, as pessoas não tinham apenas uma madrinha como nos dias de hoje. Eram
no mínimo três madrinhas. E os batizados ocorriam, no máximo, quinze dias
após o nascimento da criança e não meses depois como fazemos hoje. Mary I,
por exemplo, teve quatro madrinhas e foi batizada dois dias após seu
nascimento.
A
educação para mulheres era algo raro, já que eram consideradas 'seres
inferiores'. Uma mulher que sabia ler e escrever, na época, já era dada como
bem-instruída. Diferente das outras, todas as mulheres da dinastia dos Tudor,
especialmente Mary e Elizabeth, eram poliglotas e cultas.
Dificilmente
alguém se casava por amor. Os casamentos eram arranjados pelas famílias, e
não passavam de acordos financeiros. Raramente havia algum tipo de empatia
entre o casal, e apenas desejavam procriar. Na maioria das vezes, o homem
recorria à alguma(s) amante(s) para satisfazer seus 'desejos'. A duquesa Agnes
e duque Thomas Norfolk, por exemplo, se separaram por causa do envolvimento
amoroso dele com uma lavadeira, Bessie Holland. O rei Francis I da França além
de desfrutar da primeira das irmãs Bolena, Mary, tinha como favorita uma bela
duquesa. Ele não era fiel nem à mulher nem à amante. Diz uma lenda que de
tanto que ele perseguiu uma bela jovem atrás de seus favores carnais, ela
mergulhou-se na água fervente para deformar-se, e assim se livrar do incômodo
rei. O filho de Francis, Henri II, tinha como favorita uma mulher vinte anos
mais velha, Diana de Poitiers. O fato é que Diana tinha melhor posição
perante a corte do que a própria esposa de Henri, a famosa Catarina de Médici,
despertando sua ira. Catarina, tentando desviar os olhos do marido da poderosa
amante, contratava suas criadas mais tolas e belas para seduzir o rei. Elas até
conseguiam deleitar Henri, porém não conseguiam roubar o lugar de Diana de
Poitiers. Com o tempo, esta tática foi se tornando tão freqüente, que a corte
batizou as belas mademoiselles de Catarina como "Esquadrão Volante
da Rainha".
Henrique VIII também teve várias amantes, apesar de nunca conceder status a nenhuma delas. Em 1512, Henrique engravidou uma menina de doze anos, e para abafar o caso, deu á sua mãe 500 libras e à menina um colar de diamantes. Logo depois, quem a seguiu foi Elizabeth (ou Bessie) Blount, qual Henrique VIII descreveu como "uma égua boa para montar e com o freio nos dentes". Bessie concedeu ao rei o único filho ilegítimo que recebeu honrarias, Henry Fitzroy. Seguindo Bessie, veio Mary Bolena (que por sua vez, foi também amante de Francis da França!). Logo que o romance de Mary e Henrique acabou, ele começou outro com a irmã de Mary, Ana Bolena. Com Ana, houve todo aquele 'tumulto' que já conhecemos. Durante o casamento com Bolena, Henrique VIII manteve relações com uma prima de sua esposa, Lady Margaret Shelton. Shelton não manteve o rei ao seu lado por muito tempo, e logo ele estava envolvido com outra mulher, que foi dita apenas como "uma dama muito bonita" e que era amiga íntima da filha do rei, Mary Tudor, mas não sobreviveram registros nos contando seu nome.
Diz
uma lenda que Mary mandou queimar o coração do pai, pelas desavenças
cometidas com sua mãe. Não há provas e nem registros contemporâneos desta
acusação.
No
século XVI, beber água era algo inadmissível. Elizabeth de York ao saber que
sua futura nora, a princesa da Espanha Catherine de Aragão, tinha este hábito chamou-a pejorativamente
de "a Água da Inglaterra". Em geral, quando as pessoas tinham sede
bebiam cerveja tendo a maioria das casas sua própria cervejaria.
Margaret
de Beuford a condessa de Richmond, deu à luz ao seu primeiro e único filho o
futuro Henrique VII, aos treze anos de idade. Ela nunca mais conseguiu ter
outros filhos por causa das complicações do parto, já que seu corpo
provavelmente ainda não estava preparado para tal trabalho.
Um
boato circulou em Londres, dizendo que a rainha Jane Seymour morreu por causa de
uma cesariana que o marido, Henrique VIII, teria obrigado-la fazer. Este boato
é com certeza falso, já que o estado de saúde de Jane apenas complicou dois
ou três dias após o nascimento do filho. Na realidade ela morreu de febre pós
parto, que fazia muitas vítimas no séc. XVI.
Henrique
VIII proibiu que as mulheres da Família Real tivessem relacionamentos amorosos
sem estar casadas. Lady Margaret Douglas, a filha de Margaret Tudor, foi por
alguns dias aprisionada na Torre de Londres por um suposto namoro com um jovem
pajem. Não se sabe o porquê de Henrique também não ter punido sua filha
Mary, já que há relatos contemporâneos quais diziam que ele tinha
conhecimento do envolvimento dela com Reginald Pole. Seria 'piedade paternal'?
Morango
com creme era a sobremesa mais popular, na época.
Na época Tudor, o termo de tratamento 'Sua Majestade' era moda entre o povo.
Porém os cortesãos dirigiam-se ao rei e a rainha apenas como 'senhor' e
'senhora'.
O
conceito de tratamento com animais era outro. Os gatos eram queimados em cestas
como 'bruxas disfarçadas'. Quando um touro ou urso nascia, o pequeno filhote
era atormentado por cães e pessoas em volta. Cães morriam nessa 'mostra'.
Ursos e touros eram feridos. Então, acalmavam-se para a próxima. O próprio
rei Henrique VIII era apreciador deste tipo de 'espetáculo', apesar de suas
filhas Mary e Elizabeth não gostarem.
Em
1545 começou o Concílio de Trento ou Contra-Reforma, que foi promovido pelo
Papa na esperança de conter a Reforma Protestante. Não surgiu muito efeito
contra o Protestantismo, mas 15 anos depois quando o Concílio acabou, foram
estabelecidas várias mudanças na Igreja Católica. As mais importantes são: o
celibato dos padres; a Santa Inquisição como o único modo de combater a
heresia; e a Catequese como modo obrigatório de instrução da Religião.
O Cardeal Reginald Pole, apesar de não ter sobrevivido para ver o final do Concílio de Trento, foi um dos seus mais ativos participantes.
A primeira carruagem - no modelo
que podemos conferir hoje nos museus e contos de fadas - foi construída em 1555
na Inglaterra, durante o reinado de Mary I.
Os padrões de beleza na época
eram parecidos e ao mesmo tempo diferentes dos de hoje em dia. As mulheres, para
serem consideradas bonitas, deviam ter pele muito clara, ser rechonchudas, testa
larga, olhos estreitos ou largos, e ter cabelos claros. As loiras e ruivas eram
as mais apreciadas.
As que não tinham a 'sorte' de ter a pele clara, espalhavam na pele um creme branco feito com ovos e ervas. A questão da testa larga, também era demasiadamente simples de resolver: usava-se um prendedor de cabelo por debaixo das toucas francesas (que estavam muito na moda), que puxava a pele da testa toda para trás, tornando-a bastante espessa. Para clarear os cabelos, as mulheres ficavam por horas e horas ao sol com ovos batidos e camomila nos cabelos. E quem desejava avermelhar suas madeixas precisa recorrer ao famoso henê da Índia (que existe até hoje).
Poucas se contentavam com a tez morena e cabelos escuros, como Ana Bolena se contentou.
Quem ditava a moda feminina era
sempre a rainha. Percebe-se que as pinturas retratando as damas da corte, sempre
as mulheres aparecem com vestido e penteado do mesmo estilo de sua
rainha.