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Os Filhos do Rei
Henry o bastardo,Elizabeth ''a filha da rameira'',e Eduardo,o fruto legítimo do "mais legal casamento realizado pelo rei".
Tal como a irmã Mary Tudor, Henry Fitzroy e Elizabeth eram considerados legalmente bastardos.Diferente de Eduardo,que nunca iria desfrutar de tal posição já que sua mãe,a amoldável e adorável rainha Jane,nunca dera dores de cabeça ao rei. Henrique VIII realmente venerava a ele e a mãe,que era tida como "a mulher que dera sua vida para livrar o reino da Inglaterra da desgraça de uma sucessão feminina".Henry Fitzroy realmente nunca teve o que reclamar de sua vida.Apesar de ser filho de uma relação extra-conjugal do rei com uma dama de reputação nada invejável chamada Bessie Blount,ele tinha bastante crédito na corte,e até se orgulhava de ser 'o filho bastardo' .Já sua irmã Elizabeth,que sempre se sentira incomodada com sua posição de ilegítima e com sua descendência da rainha decapitada Ana Bolena. Sua infância de poucas alegrias,rapidamente se transformaria no futuro da gloriosa rainha Elizabeth I,a maior monarca que a Inglaterra teve.
Por incrível que pareça Eduardo, apesar de ter sido rei, é de todos os filhos de Henrique VIII, o que menos tem histórias para contar. Tudo bem, ele morreu aos 15 anos, mas reinou por seis. Em seu reinado, aconteceram muitas calamidades: peste, fome, e principalmente corrupção. Mas o pobre Eduardo nada tinha a ver com isso: por ser muito jovem, e não poder administrar, ele era rei só no título. Talvez, se tivesse chegado para governar, sua piedade e inteligência fariam dele um bom rei.
Na verdade, o rei Henrique VIII possivelmente teve outros filhos,mas apenas os apresentados nesta página foram publicamente reconhecidos por ele.Devo lembrar do caso bastante intrigante de Henry Carey,filho de Mary a irmã de Ana Bolena,qual muitos historiadores estão convencidos que tratava-se de mais um rebento ilegítimo.Talvez por Mary Bolena estar noiva na época,ele tenha preferido deixar seu futuro marido o reconhecer.
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Henry Fitzroy
Filho de Henrique VIII com
a amante Elizabeth Blount.Ele nasceu em 1519.Foi recebido com muitas festas na
corte,as quais a rainha Catherine,a esposa do rei,e sua filha princesa Mary
Tudor foram contra a vontade.Elas realmente desdenhavam o menino,e a
princesa,mesmo sendo tão nova, já o desconsiderava. (Henry
Fitzroy, aos oito anos)
Seus primeiros anos de vida foram passados no interior do país,bem longe do pai.Ele vivia com a bela mãe e com o marido Sir Talboys.O casamento foi arranjado às pressas,depois que ela concebeu o filho do rei.Mesmo o rei,até então,via-o muito pouco,mas comandava de perto sua educação e desenvolvimento.
Apenas em junho de 1525 que ele vai para a corte,e participa de uma cerimônia em Westmister,qual o rei o cobre de títulos,entre eles os de duque de Richmond e Somerset, Cavaleiro da Liga e Lorde Almirante.Esta cerimônia,desencadeou um conflito entre Catherine de Aragão e Henrique VIII.Agora o rei tinha uma nefanda adoração por seu filho bastardo,e colocou sua precedência entre todos os membros da corte,como a princesa Mary.Logo depois,ele foi despachado para o norte do país,com o intuito de aprimorar seu aprendizado.Ele realmente não gostava de estudar.Era ambicioso e um tanto abusado.Sua maior diversão,era cabular as aulas de latim para caçar,e mandar principescas mensagens para o rei James da Escócia,seu primo.
Quando seu pai resolveu divorciar-se da esposa para casar com Ana Bolena,Henry o apoiou.Isso valeu créditos para ele com Henrique.Durante esta época,esteve em cogitação dele casar-se com a irmã Mary,em condição que seu pai esquecesse do divórcio,mas isto não aconteceu.
Em 1532 Henry foi à França com o pai e Ana Bolena. Para lhe fazer
companhia,
Henry Howard irmão de sua mulher, os acompanhou. Eles fizeram
amizade com os Príncipes franceses Henri e François. Durante sua estada lá,
Henry Fitzroy deu muito trabalho para o pai: ele, Howard, Henri e François
saíam fazendo perversidades com animais, batiam em garotos menores, visitavam
as aldeias de camponeses estuprando garotas(conta-se que algumas delas
conceberam). Sem contar que eles adoravam ver os hereges queimando nas fogueiras
francesas. Neste período, Henry tornou-se muito doente.
(Mary Howard, duquesa de Richmond)
Em 1533 se pai casou-se com Ana Bolena.Ela deu a luz para a princesa Elizabeth.Ele continuou com seu comportamento de obediência,diferente da irmã Mary,que recusou a aceitar tal matrimônio.Assinou sem problemas o Ato de Sucessão,qual declarava que os únicos herdeiros legítimos eram os vindos de Ana Bolena,e o Ato de Supremacia,qual afirmava a fundação da Igreja da Inglaterra sem a autoridade papal.Muito feliz, o reio mandou morar com Henry Howard,seu melhor amigo.
Ainda no mesmo ano, em 28 de novembro,
Fitzroy casou-se com Mary Howard, filha do duque de Norfolk. Não se tem muito o
que falar sobre Mary; é impossível reconstruir seu caráter com perfeição.
Podemos apenas afirmar que ela era uma pessoa extremamente ambiciosa, e que
apesar de ter apenas dezesseis anos, era
conhecida na corte por sua frivolidade
imensa, como todas as mulheres que cercavam o duque de Richmond.
O casamento não foi consumado. Era o fim de Fitzroy. Tudo indica que ele e o duque de Norfolk tenham criado uma rebelião contra Henrique VIII, e pretendiam pôr o próprio duque de Richmond no Trono. A rebelião falhou, Norfolk foi preso, e Richmond apenas não teve o mesmo destino por causa de sua tuberculose. Apesar da traição do filho, Henrique mandou seu próprio e melhor médico, o dr. Butts, para cuidar dele. Apesar de tudo, em 18 de julho Henry Fitzroy foi desenganado, e morreu. Era 22 de julho de 1536, em St James Palace. (Henry Fitzroy, duque de Richmond)
O corpo de Fitzroy seguiu para Framlingham Castle, onde foi enterrado e jaz até hoje.
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Eduardo

Nascido
no dia 12 de outubro de 1537, em Hampton Court Palace.Filho de Henrique VIII e Jane Seymour, sua mãe morreu
doze dias após seu nascimento.Assim, durante seus primeiros anos de vida, quem
ficou responsável por sua educação foi sua irmã mais velha, e também
madrinha, Mary.Ele a seguia por todo o castelo, lhe perguntando diversas
coisas.Eles nunca discutiam sobre religião.Neste assunto eles eram eram
totalmente opostos, já que Mary era católica e ele
calvinista. (Eduardo,aos três
anos)
Em 1543, a imagem materna de Mary foi substituída pela de Catherine Parr, a sexta e última esposa de seu pai. Catherine era uma mulher de trinta anos, muito inteligente e amável com seus enteados.Ela, como Eduardo e Elizabeth, era Protestante.
O porte de Eduardo, era típico da Família Real: louro, alto para a sua idade, e de olhos azuis. Era dito como a criança mais bela da Europa. Herdara o caráter delicado da mãe, a inteligência do pai, e um misto do aspecto físico dos dois. Tinha tanta fome por sabedoria, que aos onze anos já sabia falar grego fluentemente. Pouco lhe interessava a língua mais popular até então, o latim, pois era o idioma do Clero Católico que ele tanto desprezava. Como todos os Tudor, também tinha amor pelas ciências e botânica.
Eduardo foi aclamado como rei Eduardo VI de Inglaterra e Irlanda em janeiro de 1547, aos 9 anos de idade.Como era demasiado pequeno para governar, seu tio Thomas Seymour seria o seu Lorde Protetor. Agora que Eduardo era rei, e é lógico, favoreceu aos protestantes. Assim começava a série de brigas com a irmã católica.A corte notou que nos banquetes nos primeiros meses de reinado, Eduardo sentava-se bem ao lado de Mary, ou até mesmo no braço da cadeira da irmã.Agora eles sentavam-se muito afastados, um em cada lado ou em mesa diferente.
Além da corte estar cheia de
protestantes, Eduardo e seu Lorde Protetor
eram radicais: os vitrais quais
mostravam imagens santas para os católicos, foram quebrados e substituídos
pelo brasão do rei; proibiu o uso de velas para fins religiosos; as estatuas de
santos foram destruídas.O principal responsável pelos atos foi o Arcebispo
Cranmer, o mesmo que celebrou as núpcias de Ana Bolena e Henrique VIII
outrora.Além disso Cranmer, mandou seus principais opositores presos, os
católicos Stephen Gardier e Edmund Bonner. (Rei
Eduardo VI)
A crueldade dos tutores de Eduardo para com ele, era assustadora. Ele era espancado constantemente, e sempre oprimido. Tinha uma mesada pequena, e todos que o cercava estavam submetidos à Seymour. Quando o próprio foi decapitado em 1549 por questões políticas, John Dudley fez-se Lorde Regente Protetor. A situação de Eduardo não mudou em nada, e ele continuou a ser violentado. Dudley era um homem arrogante, ambicioso e inescrupuloso. Era naturalmente católico, mas não hesitou em abandonar a sua religião pelo apoio financeiro protestante.
O radical Protestantismo ainda revigorava: em 1550, foi ordenado que todos as imagens santas fossem retiradas das Igrejas; todos os Livros de Orações, com exceção dos de Cranmer, deveriam ser destruídos; as vestes mantos e toalhas dos altares deveriam ser confiscados; o Governo também se apropriou das esmolas para os pobres, deixadas nas Igrejas; foi permitido o casamento para os padres. Os Católicos foram a loucura.
Eduardo, qual antes era elogiado pela
saúde e vitalidade, estava cada vez mais
doente: contraiu varíola em 1552 e estava tornando-se cada vez mais delgado e
pálido. Em 1553 a saúde do Rei só fazia
piorar, e ele foi desenganado.Ele tossia e escarrava sangue, além de ter
erupções por todo seu corpo. Dudley era inteligente o bastante para saber que
caso Mary Tudor fosse Rainha, seria sábia para não deixa-lo na Corte e
muito menos permitir que ele participasse dos assuntos do Estado. Assim, ele deu
sua última cartada: casou seu filho Guilford com Jane Grey, sobrinha neta de
Henrique VIII, portanto atrás apenas de Mary e Elizabeth na Sucessão. O
objetivo de John Dudley era renegar o Artigo elaborado pelo Rei Henrique em
1544, qual declarava o direito da Sucessão das filhas bastardas ao Trono, e
declarar a própria Jane Grey como a Rainha legal. Dudley convenceu Eduardo,
já moribundo, a pôr a Coroa na cabeça da jovem Jane. O jovem Rei, não
padeceu sobre suas enfermidades, e morreu em 6 de julho de 1553. (Eduardo
VI como rei, 1548)
Começava assim, uma disputa pelo Trono. Quem seria a próxima rainha da Inglaterra, a católica Mary Tudor ou a protestante Jane Grey?
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Elizabeth
Elizabeth
Tudor nasceu em Greenwich Palace, no dia 7 de setembro de 1533. Era filha de
Henrique VIII com sua segunda esposa, Ana Bolena. Elizabeth foi uma completa
decepção para os seus pais: o rei, principalmente, almejava um filho homem
para o suceder. Ele havia se divorciado da espanhola Catherine de Aragão para
casar-se com Ana Bolena, já que Catherine não lhe dera o tão desejado varão.
Afinal, mulher por mulher, já tinha à Mary, sua filha de 17 anos de idade.
Apesar de não ser desejada, Elizabeth permaneceu por quase três anos como o
único rebento legítimo do pai assim a primeira da Linha de Sucessão, já que
a Princesa Mary havia sido declarada ilegítima, e Henry Fitzroy era apenas
filho de Henrique VIII com uma de suas amantes. (Elizabeth
aos 11 anos, detalhe de 'A Família de Henrique VIII')
O batizado de Elizabeth foi algo realmente pomposo. Seus padrinhos foram o Arcebispo Cranmer e a duquesa de Norfolk, Agnes. Poucos meses depois em 1534, Elizabeth foi separada dos pais e mandada para o Castelo de Hatfield, com a própria irmã Mary como criada e sua prima Margareth Douglas como 'Primeira Dama de Quarto'. Sua governanta seria Anne Shelton, tia de sua mãe.Dos próximos anos, Elizabeth não terá do reclamar. Apesar do casamento dos pais não estar indo muito bem (Bolena não conseguia dar filhos vivos para Henrique), recebia visitas constantes deles, além de sua boa mesada.Tinha criadagem, e uma irmã hostil por servi-la .Elizabeth teve uma mãe amável. Ana Bolena ia quase que semanalmente em Hatfield, e levava presentes à filha. Entre os mimos estavam brinquedos, instrumentos musicais, e roupas (cor-de-cenoura, vermelho e ferrugem para combinar com os cabelos ruivos da garota) .
Porém, todo este mundo de ouro cairia sobre a menina, em maio de 1536. A própria Ana Bolena foi decapitada, acusada de adultério e bruxaria. Elizabeth foi considerada bastarda. Seu veredicto foi forjado por Henrique VIII, já que Ana jamais praticou tais atos. O motivo de sua morte na verdade foi algo muito mais tocante: a ausência de herdeiros masculinos, e a paixão do rei por uma dama da corte, a Católica Jane Seymour. Jane foi contra o casamento de Henrique e Ana Bolena, e o divórcio da Rainha Catherine. Assim, jamais poderia tolerar a filha daquela que fez o rei repudiar sua querida amiga e ama Catherine.Elizabeth foi afastada, e sua irmã Mary levada à corte e novamente nas boas graças reais.
A pequena Elizabeth, passou por muitas provações, e passou por necessidade. Em finais de 1536, sua própria governanta teve que escrever ao rei para pedir roupas para a menina que crescia. Quando o pequeno Príncipe Eduardo nasceu em 12 de outubro do ano seguinte, Elizabeth fez sua primeira visita a corte desde a morte de sua mãe. Ela compareceu ao batizado do irmão, sendo levada à capela nos braços do irmão mais velho da rainha Jane, Edward Seymour. Quando acabou a cerimônia, foi no colo da irmã Mary. A própria Jane Seymour morreria das complicações do parto alguns dias após.
A verdadeira paz Elizabeth só conheceu, com a sexta e última esposa do pai, Catherine Parr. Em 1544, foi aprovada uma lei pelo parlamente dando à Elizabeth o direito de sucessão ao Trono, logo após de Eduardo e Mary respectivamente. Catherine foi a imagem maternal, e estimulou os estudos da enteada. Elizabeth havia se tornado uma jovem inteligente e culta. Ela também estimulava uma amizade bastante fraternal com o irmão mais jovem, Eduardo, que a chamava de 'Bessy' e procurava manter certa distância da irmã católica Mary. Bessy era calvinista, religião incompatível com a da irmã.
Em janeiro de 1547 Henrique VIII morreu, e
o pequeno Eduardo
tornou-se rei com
o nome de Eduardo VI. Sua viúva, Catherine Parr, rapidamente casou-se com
Thomas Seymour. Tom era justamente um antigo pretendente de Elizabeth, por quem
a jovem havia se apaixonado. Quando Catherine foi morar em Sudeley Castle com o
novo marido, Bessy foi junto. Parr engravidou pouco tempo depois, e Elizabeth
envolveu-se amorosamente com Thomas. Contava-se que ele invadia seu quarto
quando ela ainda estava desnuda. Elizabeth mandava suas aias sair, e ficava
dentro do quarto com ele fazendo o que "não se sabe". E também que
Tom fazia-lhe visitas noturnas. Sua imagem estava destruída diante dos olhos do
irmão, o conservador rei Eduardo. (À
esq., Thomas Seymour, à dir. Elizabeth
aos 14 anos)
Quando Parr morreu por causa do parto e Thomas foi decapitado por alta traição, Bessy tratou de reconstruir sua honra perante o rei e a corte. Ela agora passou a dedicar-se única e exclusivamente aos seus estudos, além de estar sempre austeramente vestida de preto e com os longos cabelos vermelhos soltos. Porém, nunca mais obteve a total confiança do irmão. Ela, agora, morava em Hatfield. Depois do infausto ano de 1548, qual assistiu o romance entre Seymour e Elizabeth, ela exatamente como a irmã Mary foi chamada poucas vezes a corte do rei. As duas irmãs, até então tão opostas, deixaram as adversidades de lado e procuraram se unir. Bessy visitava constantemente a irmã, em sua residência de Essex, Castelo de Beaulieu.
Em junho de 1553, quando o rei Eduardo VI morreu e Lady Jane Grey assumiu o Trono de maneira irregular, Elizabeth mais uma vez se uniu à irmã Mary. O fato, é que segundo a Linha de Sucessão ditada por Henrique VIII era que se Eduardo morresse sem herdeiros, Mary ou Elizabeth assumiriam seu Trono. Como Mary era a filha primogênita, este direito caberia à ela. E Lady Jane era apenas a terceira na sucessão, como neta da irmã de Henrique VIII, Mary duquesa de Suffolk.
As duas irmãs foram à Londres juntas reclamar sua sucessão. Conseguiram, assim, detiveram Lady Jane Grey, o seu marido Guilford e seu pai, John Dudley. Mary ascendeu o Trono da Inglaterra com o nome de Mary I. Bessy voltou à Hatfield.
Em 1554, quando a rebelião liderada por Sir Thomas Wyatt explodiu, o novo marido Espanhol de Mary, Philip, conseguiu convencê-la de que a própria Elizabeth estava envolvida na revolta.Os rebeldes eram contra a devolução das terras da Igreja, retiradas na Dissolução dos Monastérios feita por Henrique VIII em 1536. E, também almejavam uma Rainha protestante, Jane Grey ou Elizabeth.
Seguindo os conselhos do imperador Charles V e de Philip, Mary mandou aprisionar sua própria irmã, por um mês no castelo de St James e por dois na Torre de Londres. Depois deste período de três meses, Mary soltou Bessy alegando que não existia provas suficientes contra a irmã. Ela novamente voltou à Hatfield, e viveria os próximos anos na calmaria. Manteve-se longe da corte, evitando ser novamente envolvida em intrigas. Enquanto isso, a saúde da Rainha Mary piorava, e não havia indícios de um herdeiro. Elizabeth se preparava para ascender o Trono da Inglaterra dentro em breve.
O golpe final, veio em 17 de novembro de
1558, com a morte da Rainha Mary I. Durante o reinado de 45 anos de Elizabeth I,
a Inglaterra viveria os chamados 'Anos de Ouro'. Confiou em homens de valor,
como Cecil, seu principal conselheiro. Dirigiu com inteligência e firmeza a
Inglaterra, que transformou em uma grande potência. Restaurando o Ato de
Supremacia em 1562, elaborado por Henrique VIII quase trinta anos antes,
fez retornar o Anglicanismo como Religião de Estado, assim submetendo novamente
a Igreja ao Rei. Elizabeth retorna ao
antigo absolutismo de seu pai. Mantém
uma economia mercantilista, intervendo a todo momento na política privada.
Estimulou o aparecimento de indústrias navais, de ferro, estanho, enxofre, e
entre outras. Com o Ato de Navegação de 1559, taxa os produtos importados a
preços altíssimos, protegendo assim o mercado interno.
Com a volta do Anglicanismo, os nobres aplaudem a rainha por verem de volta as terras tomadas pela Dissolução dos Monastérios, devolvidas à Igreja durante o reinado de Mary Tudor. Os católicos revoltados, apóiam a rainha escocesa Mary Stuart, quando essa ambicionava o Trono da Inglaterra. Stuart alegava que o Trono pertencia à ela própria pelo fato de Elizabeth ter sido excluída da Linha de Sucessão em 1536, apesar de ser declarada herdeira novamente em 1544. Mary Stuart desembarca na Inglaterra em 1562; é presa; e executada vinte anos depois. (Rainha Elizabeth I, em 1575-78)
Texto inacabado.
Construído e Projetado por:
Larissa Pitta